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Mostrando postagens de janeiro, 2021

Joyce Moreno 73

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  Como sempre acontece num país como o nosso, terceiro mundo e tão colonizado, as verdadeiras personalidades, as grandes inteligências, são afastadas, digamos, elas ficam um pouco fora de foco, então, é bom que de vem em quando essas personalidades sejam sacudidas e trazidas ao público, para o público que nunca soube da existência dessas pessoas, possam saber. Não dá pra eu resumir a importância do trabalho da Joyce num simples post de um blog, então, eu prefiro escrever o que realmente ela representa pra mim. Conheci a Joyce em 2014 num show no Sesc Pompéia, depois disso comecei a ser um assíduo frequentador de seus shows, na maioria deles sempre esperava o final para ganhar um autografo nos discos que tenho (que não são poucos). Sempre muito gentil, lembro uma vez que fui num lançamento de uma caixinha com os seus principais trabalhos, houve uma tarde de autógrafos na unidade da Livraria Cultura que fica na Avenida Paulista (acabei de me lembrar que tirei uma foto com ela – de ...

32 anos sem Nara

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Eu tenho ao menos 10 motivos para ser apaixonado pela Nara Leão . Nara faleceu um ano antes de eu nascer, infelizmente, não pude conhece-la como tantos outros artistas da nossa música que tive o privilegio de ver ao vivo, mesmo tendo nascido nos anos 90. Ela pode não me conhecer, mas eu a conheço muito bem. Na primeira vez que escutei o disco “ Opinião de Nara ” minha vida nunca mais foi a mesma, aquela cantora de bossa nova e voz mansa teve coragem de escancarar tudo que acontecia num Brasil desigual em plena ditadura militar. Ditadura que quase a prendeu por uma entrevista cheia de críticas ao regime "os militares podem entender de canhão ou de metralhadora, mas não pescam nada de política" , rendeu até um poema do gênio da raça, Carlos Drummond de Andrade: APELO: NÃO DEIXE QUE PRENDAM NARA LEÃO Carlos Drummond de Andrade (1966) Meu honrado marechal Dirigente da nação Venho fazer-lhe um apelo Não prenda Nara Leão Soube que a Guerra, por conta, Lhe quer d...

Amou daquela vez como se fosse a última

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 Fico muito contente que meu primeiro conteúdo seja pra falar sobre um dos melhores discos de todos os tempos, 'Construção' de Chico Buarque de Hollanda saiu de 1971 e ainda continua sendo absurdamente atual, principalmente por suas letras abordarem toda tensão social e política daquela época que estão se repetindo nestes últimos anos no Brasil. Conheci Construção em 2011, com 21 anos, um tanto quanto tarde, apesar de conhecer muitas músicas do Chico, este não era um dos álbuns que eu lembro de ter escutado na casa da minha tia na minha infância. Mas até que foi uma boa, em 2011 eu já tinha mais maturidade, consegui compreender perfeitamente o peso do disco e sua importância. A paixão é tanta que tenho este disco em três versões diferentes; uma da argentina numa capa dupla super caprichada, outra versão japonesa linda e com áudio perfeito com o encarte contendo todas as letras em japonês (eles são detalhistas demais e amam nossa música) e, por fim, uma edição brasileira simpl...

Prólogo

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Espaço destinado para comentários sobre discos, livros, filmes, política. De tudo um pouco. Estava fazendo uns posts longos no Instagram, mas acho que lá não é lugar ideal pra este tipo de coisa; ficar apreensivo pensando se as pessoas estão lendo, não é um bom negócio. Por aqui é melhor. Não interessa se vão ler ou não. O importante, pra mim, neste momento, é ter o registro.   O Blog tem o nome de passarinho urbano em homenagem a um dos discos da Joyce Moreno. Na verdade, passarinho urbano é o nome da minha banda imaginária, onde eu toco guitarra (isso eu faço de verdade, mesmo que mal), contrabaixo, bateria e canto minhas composições secretas.   Há tempos que tinha este projeto, mas nunca tiver a oportunidade de colocar em prática.   Aqui vamos nós, 2021, um novo ano com muitas mudanças e promessas, espero não estragar tudo novamente.